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O Porto de Manaus é o Roadway, o cais flutuante do Centro de Manaus (AM), na margem do rio Negro, de onde saem os barcos de linha para o Solimões, Maués, Parintins e o Pará. Ele é o ponto de embarque mais conhecido da cidade, mas não o único: as lanchas a jato e boa parte das linhas para o interior saem da orla vizinha da Manaus Moderna, e a balsa para o Careiro da Várzea (AM) sai do porto da Ceasa.
Em 2025, o Porto de Manaus registrou 76.239 passageiros da navegação regional, segundo o relatório da Superintendência de Navegação, Portos e Hidrovias do Amazonas (SNPH). Junho, mês do Festival de Parintins, teve 12.554, cerca de duas vezes e meia um mês comum. Quem embarca ali paga uma taxa de R$ 12 que já vem no bilhete e, desde abril de 2026, espera a chamada no salão do terminal antes de descer ao barco.
Para quem tem viagem marcada para o interior, saber de qual ponto da orla o barco sai poupa a manhã do embarque. Em outubro, com o rio Negro mais de 11 metros abaixo do pico de junho, a descida até o flutuante fica mais longa, e a orla da Manaus Moderna está em obra desde 30 de setembro.
O Porto de Manaus é o porto público fluvial da capital do Amazonas, formado por um cais de alvenaria e por uma plataforma flutuante ligada a ele pela ponte que deu o nome popular ao lugar, Roadway. Segundo a história publicada pelo próprio porto, as obras começaram em 7 de outubro de 1902, tocadas pela empresa inglesa Manaos Harbour Limited no auge da borracha. A ponte flutuante do Roadway ficou pronta em 1906, o escritório da companhia em 1907, ano usado como data de inauguração, e o conjunto foi concluído por volta de 1919.
A ponte foi desenhada sobre cilindros flutuantes ligados por dobradiças de aço, e por isso sobe e desce com o rio Negro. O relato do engenheiro Olympio Leite reproduzido pelo porto descreve o efeito: na cheia, a ponte fica quase no nível do cais de alvenaria; na vazante, vira um plano inclinado. Em 2026, a régua do porto marcou 28,51 m entre 21 e 28 de junho e 17,12 m em 20 de outubro, segundo a medição diária do rio Negro. São 11,39 m de diferença, que o passageiro sente na rampa até o barco. O calendário da cheia e da seca, mês a mês, está no texto sobre a melhor época para ir a Manaus.
O porto se apresenta como o maior porto flutuante do mundo, descrição que o Ministério da Infraestrutura repetiu em 2019. Pelo cais passam barcos de passageiros e de carga para o interior, navios de cabotagem e navios de cruzeiro.
O Porto de Manaus não foi vendido: o porto continua público, e a operação do dia a dia é privada, por arrendamento. Em 30 de julho de 2019, o governo federal assinou o convênio de delegação do Porto Organizado de Manaus ao estado do Amazonas, que desde 2014 estava com a Companhia Docas do Maranhão (Codomar). A autoridade portuária hoje é a SNPH, do governo do estado.
A área de passageiros é explorada pela Estação Hidroviária do Amazonas S.A., arrendatária da área 1 por um contrato de 2001 com aditivo de março de 2018, e é ela que publica a tabela de preços cobrados no terminal. A área 2 tem outra arrendatária, a Empresa de Revitalização do Porto de Manaus (ERPM). É essa divisão que faz o passageiro pagar a uma empresa privada a taxa de um porto público.
Para quem viaja de barco, Manaus tem três pontos de embarque principais na orla: o Roadway, a Manaus Moderna e o porto da Ceasa. O Plano Mestre do Porto de Manaus, de 2013, descreve ainda terminais menores, como o de São Raimundo e o da Panair, no Educandos, e os terminais privados de carga, como Chibatão e Super Terminais, que não embarcam passageiros. O Porto de Manaus, o Roadway, é o principal deles pela estrutura, mas não pelo número de linhas.
| Ponto | Onde fica | O que sai dali |
|---|---|---|
| Roadway (Porto de Manaus) | Centro, Rua Taqueirinha | Barcos de linha e ferries para o Solimões, Maués, Parintins e o Pará |
| Manaus Moderna | Orla do Centro, ao lado do Mercado Adolpho Lisboa | Lanchas a jato e barcos de linha nos flutuantes |
| Porto da Ceasa | Rio abaixo do Centro, perto do Encontro das Águas | Balsa de veículos e passageiros para o Careiro da Várzea |
A Manaus Moderna é um conjunto de flutuantes encostados na orla, ao lado do mercado. O Plano Mestre contava 5 atracadouros ali e atribuía a eles cerca de 60% das linhas intermunicipais com origem em Manaus. É também onde fica o Terminal A Jato, das lanchas rápidas credenciadas pela Arsepam, como mostra o guia do transporte fluvial no Amazonas. Em 30 de setembro de 2026 começaram as obras do novo porto da Manaus Moderna, do Dnit, com R$ 916 milhões, 38 mil metros quadrados e prazo de 24 meses. Quem embarca ali até 2028 vai encontrar a orla em obra.

O porto da Ceasa atende a travessia para o Careiro da Várzea, caminho de quem segue de carro pela BR-319. Segundo a Arsepam, as balsas tinham 15 horários de saída de cada lado no começo de 2026, e o chamamento da Antaq, de fevereiro, exige do novo operador ao menos 17 viagens por sentido, a primeira às 3h45. Já os passeios de lancha para praias do rio Negro, como o Tupé, saem da Marina do Davi, na Ponta Negra, e estão no guia de passeios em Manaus.
Do Roadway saem cerca de 60 embarcações em linha regular, pela lista de linhas da SNPH publicada em 2026. O maior grupo sobe o Solimões: 15 barcos têm Tabatinga (AM) como destino final, com paradas em Fonte Boa, Santo Antônio do Içá e Benjamin Constant, e outros seguem para Coari, Codajás e Tefé (AM). Há linhas para Maués (AM), com parada em Itacoatiara, para Barreirinha e Boa Vista do Ramos, para Parintins (AM) e, rio abaixo, para Santarém (PA), Óbidos, Monte Alegre e Belém (PA).
A mesma lista registra a maior parte das saídas ao meio-dia: 35 dos 59 horários legíveis no documento. As linhas para Santarém e Belém aparecem entre 10h e 11h, e algumas de Maués às 17h. Horário de barco no Amazonas muda com a embarcação e com o rio, e vale o que está no bilhete. Em 21 de outubro de 2026, a Yjara Viagens vendia o ferry de Manaus a Santarém por R$ 150 no Pix, com saída em 24 de outubro, e a lancha para Parintins por R$ 350 no Pix; tempo e preço dessa rota estão no texto sobre como ir de Manaus a Parintins.

O movimento do Roadway tem dois picos. No relatório de passageiros da SNPH, junho de 2025 teve 12.554 passageiros da navegação regional, por causa do festival, e dezembro e janeiro passaram de 8 mil, com as festas e as férias; os outros meses ficaram entre 4.751 e 6.887. Em 2026, de janeiro a julho, foram 46.143, com junho em 12.002. Os números são pequenos perto do 1,66 milhão de passageiros por ano que a Antaq contou nas linhas estaduais do Amazonas no estudo de 2017, e combinam com o Plano Mestre, que apontava a Manaus Moderna como origem da maior parte das linhas intermunicipais.
Quem embarca não paga entrada à parte: a taxa de embarque de R$ 12 da navegação regional já vem no bilhete, discriminada. Quem só acompanha um passageiro até o barco paga para entrar, e quem chega de carro paga o acesso do veículo, pelos valores máximos da tabela da Estação Hidroviária do Amazonas, em vigor desde 8 de junho de 2025.
| Serviço no Roadway | Valor |
|---|---|
| Embarque na navegação regional, já no bilhete | R$ 12 |
| Entrada de quem não vai viajar | R$ 12 |
| Passageiro de turismo internacional | R$ 320 |
| Entrada de carro, por acesso | R$ 60 |
| Embarque de automóvel no barco | R$ 217 |
A cobrança é a queixa que mais se repete nas avaliações públicas do porto, e duas situações pegam o viajante de surpresa. Quem sai da área de embarque e volta paga a entrada de novo, a menos que esteja com a passagem na mão. Os carregadores que levam a bagagem até o barco cobram à parte, sem tabela: combine o preço antes de entregar a mala. No novo porto da Manaus Moderna, segundo o Dnit, a entrada vai ser gratuita.
Desde 24 de abril de 2026, o passageiro espera no salão do Terminal Hidroviário até o embarque ser anunciado no som e nas telas, faz o check-in e só então desce à plataforma, com o bilhete em mãos. As regras foram anunciadas pelo perfil oficial do porto no Instagram em 13 de março e detalhadas pela Rios de Notícias em 26 de março. Ficou proibida a circulação nas áreas de cais fora dos horários de embarque e desembarque.
A mudança que mais afeta quem se atrasa é o fim do contrabordo, a prática de alcançar de canoa ou lancha um barco que já soltou do cais. Barco que saiu não espera passageiro atrasado, e chegar ao porto com folga antes do horário do bilhete passou a ser regra, não cuidado extra. O salão de espera é climatizado e tem assentos, o que torna a antecedência menos penosa.
Nas avaliações, duas observações aparecem com frequência e mudam o preparo do embarque. A primeira: com dezenas de barcos atracados, o jeito de achar o seu é saber o nome da embarcação e confirmar o flutuante com o funcionário do terminal, porque há relatos de informação desencontrada. A segunda: o caminho até o barco é longo, com rampa e trechos irregulares que pioram na seca, e quem tem mobilidade reduzida ou bagagem pesada precisa contar com ajuda.
Para uma equipe que vai trabalhar no interior, o embarque junta tudo o que está acima: o ponto certo da orla, o bilhete com o nome de cada pessoa, a chegada antes do check-in, a carga que vai junto e o plano B se o rio mudar o horário. A gestão de viagens corporativas da Mabtour cuida disso a partir de Manaus, com passagem de barco ou de lancha, fretamento, transfer até o porto e plantão para quando a viagem sai do roteiro.
Se a sua equipe tem embarque marcado para Tefé, Tabatinga, Maués ou Parintins, fale com a gente e a Mabtour monta a ida com o terminal, o horário e o transporte até o cais já conferidos, como parte da logística de equipes para o interior.
Créditos das imagens: capa, cais flutuante do Porto de Manaus visto do rio Negro, foto de James Martins, de janeiro de 2009, via Wikimedia Commons, licença CC BY 3.0, recortada e com cor ajustada; porto da Ceasa, foto de Marcelo Camargo/Agência Brasil, de janeiro de 2017, via Wikimedia Commons, licença CC BY 3.0 BR, recortada e com cor ajustada; gráfico de passageiros por mês feito pela Mabtour com os dados da SNPH.
Fontes consultadas em 21/10/2026: Porto de Manaus (história, nível do rio Negro e tabela de preços da Estação Hidroviária do Amazonas, vigência de 08/06/2025); SNPH, relatório de passageiros da navegação regional de 2019 a julho de 2026 e lista de linhas regulares do Porto de Manaus; Ministério da Infraestrutura, 31/07/2019; Plano Mestre do Porto de Manaus, 2013; g1 AM, 30/09/2026; Rios de Notícias, 26/03/2026; Rádio Rio Mar, 24/02/2026; Yjara Viagens, ofertas de 21/10/2026. Horário e preço de barco e de lancha mudam sem aviso: confirme com a empresa na hora da compra.
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